quarta-feira, 30 de junho de 2010

Do pecado da vontade própria

"O Senhor disse a Adão: - Do fruto de todas as árvores do paraíso, podes comer; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal.(Gn 2, 16-17).
Podia, pois, Adão comer de todas as árvores do paraíso; e, enquanto não foi contra a obediência, não pecou. Come do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, quem se faz dono da sua vontade, e se ensoberdece com os bens que o Senhor por meio dele diz e faz. A este que, por sugestão do demónio, assim transgride o que o Senhor mandou, suas obras tornam-se fruto da ciência do mal. E, por consequência, terá ele de sofrer a respectiva pena." 2ª Exortação


Partilhando um pouco as ideias deste texto, pessoalmente, quero em primeiro lugar dizer que o texto é verdadeiramente uma exortação e um convite. Convite a confiar no Senhor, à descentralização do "eu" fechado sobre mim mesmo, egoista; e a uma abertura ao Senhor e à Sua Vontade e Palavra. Este texto convida também a uma escuta atenta da Vontade de Deus e consequente obediência ao escutado. Quantas vezes nos fechamos ou nos empoleiramos no que dizemos e fazemos, esquencendo-nos que tudo o que somos é dom gratuito de Deus? Saibamos dar a volta a esta tendência humana tão natural, saibamos confiar no Senhor. Saibamos nós entregarmo-nos nas Suas mãos e abrimo-nos à Sua Vontade e à Sua Palavra. Saibamos nós ter atenção aqueles que o Senhor nos coloca "no caminho" de cada dia. Amando-os. Aceitando-os. Respeitando-os. Compreendendo-os. E partilhando uns com os outros os dons de que Deus recebemos. Assim nos completaremos. Para uma meditação mais profunda sobre esta abertura ao próximo, e até para completar esta partilha, proponho a leitura da Palavra do Senhor, em Tobite 4, 14-19.
Bom dia!
Frei Filipe

1 comentário:

  1. «Quantas vezes nos fechamos ou nos empoleiramos no que dizemos e fazemos, esquencendo-nos que tudo o que somos é dom gratuito de Deus?»

    Obrigado pela tua partilha de hoje.
    Quantas vezes, demasiadas vezes, nos queremos e colocamos em pedestais pelo que fazemos; quantas vezes esperamos ser agradecidos, agraciados pelo que dizemos; quantas vezes esperamos algo em troca; quantas vezes nos achamos "carapaus de corrida"... quantas vezes, demasiadas!, nos esquecemos de que todo o que somos e fazemos, deve ser sempre, pelo Senhor, partindo Dele, da Sua Vontade e terminando no outro meu irmão onde Ele se revela... e agradecer eu a Deus pela partilha que fiz...

    Fico a meditar e orar contigo sobre isto...
    Abraço fraterno
    Carlo Morais

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