sábado, 24 de julho de 2010

A pobreza de Espírito

"Bem - aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Há muitos que rezam compridos Ofícios e orações, e maceram o corpo com jejuns e penitências; mas, por palavra que lhe pareceu injúria, ou por ninharia que lhes tiraram, logo se descompõem e perturbam.
Não são estes os pobres de espírito, porque verdadeiro pobre de espírito é aquele que a si mesmo se despreza, e ama os que o ferem no rosto."
(14ª Exortação de S. Francisco)
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Boa tarde irmãos!
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Como nos diz a exortação, muitos de nós rezamos Ofício, muitas orações, mas quando nos contrariam, ficamos logo perturbados e muitas vezes amuados, quase como as crianças quando lhes tiramos um doce.
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Pois irmãos, é mesmo neste sentido que hoje quero convidar-vos a olhar-mos para o nosso interior e vermos o que precisamos realmente de mudar ou fortalecer em nós e nas nossas relações. Muitas vezes dizemo-nos irmãos, mas no fundo estamos apenas a "suportar-nos" uns aos outros... que dizer em relação a estas nossas atitudes?; aceitamos realmente os outros como são?; temos humildade suficiente para receber uma correcção mesmo que injusta?
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Penso que com o último parágrafo da exortação responde a estas perguntas com muita clareza.
O mesmo Senhor nos convida a amar os nossos inimigos, pois, façamos um esforço por ama-los cada vez mais, sentindo que desta forma fortalecemos as nossas relações pessoais, e desta forma seremos pessoas muito mais alegres e felizes...
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Desejo que tenham um final de dia muito feliz.

Frei Luís Mota

1 comentário:

  1. Quem te ler, Frei Luís, assim como eu o acabo de fazer, tem uma bela meditação para o momento. Se fôr de manhã, será a principiar o dia; se ao meio, para melhorar a caminhada; se no fim, para um bom encerrar do dia, entregando-o ao Seu DONO.
    Esta relação simples e sempre tranquila com os irmãos é, afinal, o grande segredo que o Evangelho nos revela. Bem hajas, meu irmão. Paz no Senhor.

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