
Esta oração, rezamo-la muitas vezes ao dia: na Eucaristia, nas nossas orações pessoais, em comunidade, e em todo tempo e lugar.
Ora, o que eu gostaria de partilhar e refletir convosco meus amigos e companheiros a respeito desta oração é o seguinte:
- Eu, quando rezo ou medito nesta oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, sinto que algo que vem de alto me faz entrar em diálogo.
Tirando algumas lições começo assim: ao invocar Pai-Nosso, logo sinto que este Pai é de todos. Isto, apesar de Ele muitas vezes nos dizer “meus filhos” e nós nem ousarmos escutar.
Olhando para mim mesmo, pergunto:
- Ó Pai, porque é que eu sou teu filho?
Ele me responde: “és meu filho porque te amo, sempre te amei e amarei; és meu filho porque Eu te fiz ser meu filho na graça que Meu Filho e teu irmão Jesus derramou sobre toda a humanidade.
E eu, ainda pensativo e triste, ouço o que Ele me fala: “ó Dionísio, porque não se manifesta a minha paternidade na tua vida?
Eu comecei a dizer: Pai, eu não sou digno de ser Teu filho. Acho que não me comporto como Teu filho. E ainda mais: não olho com gratidão para o meu irmão Jesus, que me amou tanto e deu a sua vida por mim. Sou a pior das criaturas que existem na face da terra.
E o Pai, com um olhar amoroso me diz: “ó meu filho porque te julgas assim? Eu não te quero julgar, apenas te quero dizer que sorrias porque Eu amo-te.
Continuando eu nesta desolação espiritual ele diz de novo: “a partir de hoje pensa nisto: Eu sou teu Pai. Ninguém te ama como Eu. Fiz de ti, luz das nações, para que a minha salvação, chegue até aos confins do mundo. Ama os teus irmãos como Eu te amo! Confia em mim, que eu posso purificar o teu coração. Dar-te-ei um coração novo e um espírito novo.
A assim continuando, Ele me disse: “Olha para mim. Sou um Pai sempre atento às tuas súplicas. Sou misericordioso e compassivo. Sempre te perdoo. Só o simples facto de ser Eu a julgar-te, já podes sentir que Eu estou contigo para absolver os teus pecados e te convido a tomar parte na herança que tenho guardado para ti.
Depois destas e muitas mais palavras que saem da Sua boca, não imaginem quanta consolação eu sinto como Filho de Deus, ao meditar profundamente esta oração.
Convido, pois, a todos vós, começando por mim, a pedir ao nosso Pai que nos dê boas vocações para sua messe.
Um sincero “bem-haja” a todos quantos confiam nesta oração e a rezam e meditam.
Paz e bem!
A toda criatura saúdo por irmã!
Frei Dionísio da Costa, ofm
Frei Dionísio.
ResponderEliminarSó hoje comento o teu texto.
Mas quero dizer que o aprecio muito, sobretudo por partilhares com os nossos amigos cibernautas uma vivência linda de intimidade com Deus. Também manifesta a tua coragem de partilhar não só coisas comuns, mas também momentos excepcionais da vida. E a vida tem destes momentos quando nós os aceitamos. Todos são DONS de Deus. Parabéns. Paz e Bem!
Tens toda a razão, meu irmão Dionísio. Há momentos na vida que podemos considerar privilegiados, tendo em conta a alegria, a paz e a coragem que fazem surgir dentro de nós. Obrigado pela tua partilha. Realmente a palavra «PAI» tem magia e vida.
ResponderEliminarFrei Armindo
Obrigado por esta bela partilha! Neste momento do dia, e em especial deste dia atribulado que tive, ajudou-me a parar! Obrigado por este convite a parar...
ResponderEliminar"Calma Carlos! Eu estou aqui, sou Eu, o Teu Pai! Porque te preocupas assim? Não vês que fui eu que criei a noite e o dia, e não há dia sem noite! Descansa em mim, amanhã o sol brilhará de novo! Descansa em mim, que Eu estou sempre contigo..."
Um grande abraço
Paz e Bem!
Carlos Miguel